quarta-feira, 17 de abril de 2013

Nosso agora

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Outro dia você me falou de "precipitação".
Penso no sentido que essa palavra significa.
Pre-ci-pi-ta-ção.
Me faz lembrar o precipício. Me faz pensar em salto.

O que seria então a verdadeira coragem no amor,
senão um salto sem ressalvas, sem paraquedas, sem certezas?

Não existe a hora certa pra fazer a coisa acontecer.
Há de se ter coragem. De se valorizar os momentos do agora.
O ontem já é passado. O amanhã pode nos roubar sem avisos.

O que temos é o agora.
E nele, estamos nós.

Wendy.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vinte e sete

Curiosa como sou, pensei: que signo somos?
Somos de Capricórnio.

Capricórnio
De 22.12 a 30.12
Esta é uma relação superséria. Tanto o rapaz como a garota têm as melhores intenções e querem ficar juntos pela vida inteira. Simples transas nada têm a ver com o jeito deles. 


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De 01.01 a 10.01
Mesmo se curtindo, estes dois correm o risco de não ficar juntos. Para que isso não aconteça, devem se entregar mais e esquecer que a vida não é tão séria assim.
De 11.01 a 20.01
O negócio deste casal é trocar informações. Enquanto estiverem se complementando, tudo caminha às mil maravilhas. Mas quando o assunto acaba, a relação corre o risco de acabar.
 
 
... E há dois meses um beijo selou o meu destino...
 
Wendy.
 
Signos de Namoro completos, aqui.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Seu nome como verbo

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Para falar do nosso amor
Eu teria que reinventar as palavras.
Teria que reinventar as emoções que sinto
Quando olho pras todas as coisas que humanos apaixonados costumam olhar.

Como eu te falaria da lua cheia?
E sobre a forma de como percebo o mar?

Para falar do meu amor por você
Precisaria rever todas as formas de se dizer 'eu te amo'
e tentar reverter as convenções da fala.

Usarei o seu nome em forma de verbo
Aprenderei a falar palavras recém-saídas do nosso próprio vocabulário.
Reaprenderei a falar.

Mesmo assim,
nem assim,
palavras diriam,
o que você precisa perceber
sem que eu precise dizer.

Wendy.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Reescrever aqui

O presente é o que importa
Apenas o que precisa ser dito agora.
O que passou, passado.
Morto. Enterrado?
Definitivamente solucionado.
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Fazia um tempo eu sentia vontade de reler minhas antigas, e tentar perceber minhas mudanças internas. Achei que fosse ser algo menos cansativo do que tem sido. Mas descobri que o motivo principal de tanto desinteresse pelos meus antigos textos é porque não me reconheço mais neles.

A vontade era de excluir tudo de uma só vez. Começar tudo do zero.

E já comecei: Muita coisa foi apagada. Todas por falarem de outra pessoa que não sou mais eu. Quanto lixo foi escrito!

Deixei ainda as postagens sobre os livros que li e sobre os filmes que vi. Aos poucos pretendo também editá-los. Melhorar os textos já escritos, isso quando tempo houver e surgir a necessidade.

Esperar que a minha vontade de escrever aqui também volte aos poucos. Tenho postado coisas mais urgentes no FB e escrito as mais particulares em meu diário manuscrito.

E só por hoje: Confiar apenas em quem devo confiar. Falar menos. Expor-me menos. E me farei entender melhor.

Wendy.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dentro daquilo

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Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom.
Caio F. Abreu

House, o fim... [TENTATIVA de não-spoiller]

“We are who people think we are.” – “Nós somos o que as pessoas acham que nós somos” – House

Então depois de alguns anos finalmente cheguei ao fim. Confesso que me sinto meio deserdada. House me salvou de várias crises existenciais e depressivas. Alguns episódios me fizeram chorar, frases e pérolas inesquecíveis, quase todos me fizeram rir e, acima de tudo, cada minuto valeu muito a pena. Aprendi horrores. Me identifiquei. Sempre achei que tivesse um sentido cabalístico em mim: acontecia algo em minha vida, eu via o mesmo em House. Impressionante. Gosto dessas coisas que falam o que a gente pretende dizer. Vou sentir muitas saudades.

Inicialmente, a oitava temporada me decepcionou MUITO. Não sei se foi pela expectativa que eu criei. Deve ter sido mesmo. Geralmente quando gero expectativas num livro/filme, ele me decepciona. Enfim, eu comecei assistindo a oitava como se fosse uma insistência. E pra tentar entender o que raios o diretor (que era o próprio Hugh Laurie, por vezes) estava tentando fazer com o seriado. Pra onde aquilo levaria a história das pessoas que acompanhei por tanto tempo.

Enfim, nos dois últimos DVDs a coisa começou a melhorar. E não perdeu mais o ritmo até o final. Assisti os três últimos episódios ontem de um só fôlego. Me fez pensar numa série de coisas. Principalmente na máxima budista que diz: você não é nada. Você está. E a qualquer momento pode mudar de ótica e de vida, basta querer.

Ai, ai... Pena que acabou.
No mais, já estou na procura de um substituto pras minhas noites de espera.
Alguém sugere algo?


Wendy.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ao som de Closer do Travis


"E quando eu vejo você então eu sei que estará perto de mim
E quando eu preciso de você então eu sei que você estará aqui comigo
Eu nunca vou te deixar...

Só preciso estar mais perto, mais perto,
Conte comigo agora
Conte comigo agora"



As coisas acontecem como tem que acontecer.
E tudo faz parte de uma linda matemática perfeita de não-acasos.
Feliz por ser o resultado dessas somas.

Wendy.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O problema



Sabe qual é o problema? Eu gosto desses complicados, dos casos perdidos. Desses que fodem com a própria vida pela instantaneidade, dos que não ligam pra opinião alheia. Gosto desses com cara de cafajeste, sorriso sedutoramente torto e olhar olhar indiscreto. Sou das que preferem os de atitude imprevisível, os rebeldes, os indomáveis. Não tem jeito, sou fã dos gostos seletos mas que sabem conviver, viver e principalmente, deixar viver. Sem frescuras, gosto dos que tem cara de pau pra se fazerem confortáveis, se fazerem em casa. Quando não se tem que fazer sala, quando eles se fazem pertencer à casa inteira, sem abusos, só o respeitoso e equilibrado jeito de ser. Gosto dos que não pedem permissão, dos que puxam, dos que silenciam, dos inconsequentes. Dos que sabem o que fazer, quando fazer. Adoro os que arqueiam as sobrancelhas, fazem cara de vítima nas situações mais idiotas do mundo… os que não desperdiçam o “me desculpe” nem o “eu te amo”. Dos que dão valor e criam detalhes e coisas pequenas, aquelas que mais ficam na memória. Daqueles "fumam"* e ficam charmosos nas fotos em preto e branco. Dos que tem maturidade pra fazer algo definitivo, dos tatuados. Dos artistas, ah, os artisticamente fodas. Os poetas da madrugada e da manhã, do sono… Gênios incompreendidos e mal aproveitados.
Esse é o problema. Eles são os que dão dor de cabeça. Por que eu não podia gostar simplesmente dos bonzinhos, envergonhados e paus mandados? (…) Não me surpreende que eu me decepcione tanto, ninguém me mandou gostar dos incontroláveis.”



Gosto autodestrutivo, Isabella Grobério


Wendy
*aspas minhas. Se é que a galera entende.

Dia de Ouvir Nando Reis





"Eu trocaria a Eternidade por esta noite
Porque está amanhecendo?
Peço o contrario ver o sol se por.
Porque está amanhecendo?
Se eu não vou beijar seus lábios quando você se for"

(Relicário)



"Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir" (Pra Você Guardei o Amor)






Meu Playlist Sugerido:
- Pra você guardei;
- Relicário;
- Por onde Andei;
- All Star;
- O segundo sol;
- Luz dos olhos;
- Mantra;
- Sou dela;
- No recreio.



Wendy.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Obrigada

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Recentemente, muito recentemente, senti uma imensa gratidão por todas as coisas que até então eu ainda não havia entendido porque havia passado por elas. As pessoas que me magoaram, as que eu magoei. As pessoas maravilhosas que eu conheci e não consegui manter perto, e as que se foram sem dar explicação. Os amores que morreram tão instantaneamente como nasceram. As vezes que menti pra mim mesma dizendo-me apaixonada, apenas pela vontade de ter companhia.

Me vi dentro de um perfeito quebra-cabeças formado por todas essas peças aparentemente desconexas e que me trouxeram para o lugar que estou agora.

Bem, está tudo muito recente. Mas, se o que estiver por vir for mesmo o que estou pensando ser... será a chave pra o maior enigma da minha vida.. e eu, enfim, conhecerei a paz que por tanto tempo busquei.

Me sinto sossegada.. uma vontade imensa de procurar uma a uma dessas "peças", abraçar, pedir perdão e, principalmente agradecer.

Aos que me trouxeram até aqui, por qualquer motivo que seja: Obrigada.
Por ter me xingado e ter me feito desistir, obrigada;
Por ter sido ingênuo e imaturo, obrigada;
Por não conseguir superar seu vício, obrigada;
Por ter destratado meus amigos e meu filho, obrigada;
Por ter me castrado em todos os sentidos, obrigada;
Por não acreditar em mim, obrigada;
Por não ser interessante o suficiente, obrigada;
Por ser egoísta e simplório, obrigada
Por não levantar nossa bandeira, obrigada;
Por ter mentido pra mim, obrigada;
Por ter me levado ao lugar certo, obrigada;
Por entender que nosso amor só poderia ter acontecido da forma como aconteceu, obrigada.

Eu não estaria aqui sem a ajuda de vocês.

Wendy.