quarta-feira, 16 de junho de 2010

Comer Rezar Amar (o meu livro do ano! - até agora...)

Preciso revelar aqui que não tenho absolutamente problemas com Best-Sellers. Digo, problema em lê-los, até muito pelo contrário.

Se eu dissesse que tenho problema em ler best-seller como os "intelectuais" gostam de afirmar(e eu me excluo disso basicamente por dois princípios básicos meus: 1º NÃO sou intelectual e 2º nem de longe almejo ser!) , então eu contrariaria meu espírito curioso nato, pois simplesmente não consigo ouvir ninguém comentando muito um livro sem despertar em mim a vontade de saber do que estão falando!

E porque falei de best-seller hoje?



Pra falar de COMER REZAR AMAR de Elizabeth Gilbert. Esse livro que venho lendo há pouco mais de 10 dias e que simplesmente mexeu muito comigo (como acho que mexe com todos que o leem).

Resolvi ler COMER REZAR AMAR porque o livro está prestes a virar um filme (com Julia Roberts e Javier Barden em papéis principais). E eu não concebo ver um filme que é livro sem antes ler o livro. :)

E foi então que me apaixonei pela jornada em busca de si mesma e das coisas simples da vida dessa mulher. E sabe por que?? porque ela não eh super-heroína, nem mágica, nem metida a esperta. Ela é normal!!

O que aconteceu com Elizabeth Gilbert, poderia (e aconteceu mesmo muitas das coisas) ter acontecido comigo. A única coisa que eu pensei de forma negativa o livro todo foi: se eu tivesse grana pra fazer o que essa mulher fez em um ano, eu também seria alguém bem resolvida para todo o sempre amém!!

Aprendi muito com o livro. A narração dela é perfeita. Parece que você está lendo um incrível diário de viagem seu. Algumas das anotações são pessoais, outras históricas, outras religiosas. E é tudo uma delícia.

Eu sei que já recomendei!! Mas estou recomendando de novo. É um livro que eu leria novamente.. não fosse a fila de coisas que ainda pretendo ler esse ano.

Wendy.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Comer Rezar Amar (2)


"Olho para o Augusteum e penso que, no final das contas, talvez a minha vida na verdade não tenha sido tão caótica assim. É apenas este mundo que é caótico e nos traz mudanças que ninguém poderia ter previsto. O Augusteum me alerta para eu não me apegar a nenhuma ideia inútil sobre quem sou, o que represento, a quem pertenço ou que função eu poderia ter sido criada para executar. Sim, eu ontem posso ter sido um glorioso monumento a alguém - mas amanhã posso virar um depósito de fogos de artifício. Até mesmo na Cidade Eterna, diz o silencioso Augusteum, é preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação"

(ELIZABETH GILBERT, COMER REZAR AMAR, PG 112 - ED. DE BOLSO)

Como alguém que mora do outro a léguas de distância de mim pode me ensinar tanta coisa com sua jornada simples em busca de si mesma? Isso prova o quanto somos todos iguais mesmo.

Wendy.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Comer Rezar Amar (I)

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" ... Além disso, tenho problemas de limites com os homens. Ou talvez não seja justo dizer isso. Para ter problemas com limites, é preciso primeiro ter limites, certo? Mas eu sou inteiramente tragada pela pessoa que amo. Sou como uma membrana permeável. Se eu amo você, eu lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro - tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda a sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei você da sua prórpia insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade que você na verdade nunca cultivou em si mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família inteira. Eu lhe darei o sol e a chuva e, se não estiverem disponpiveis, dar-lhe-ei um vale de sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia será me apaixonar por outra pessoa."

(ELIZABETH GILBERT - COMER REZAR AMAR - pg. 98 - Ed. de Bolso).

As vezes.. eu me sinto muito parecida com ela... E entendo, porque a Pekena me disse que lembrou de mim ao ler o livro. Até eu lembro de mim em algumas fazes da minha vida, em algumas páginas desse livro.

Bom final de semana. =)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Match Point (a vida é uma questão de sorte?)

Comprei esse filme pra ver final de semana passado, mas só ontem consegui assistir.

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A história é a seguinte: um tenista, aspirante a socialite, resolve subir na vida aproveitando todas as oportunidades que lhe são dadas. A teroria dele é (de forma beeeeem resumida) que na vida, é preciso ter SORTE. Logo no início do filme o personagem aparece lendo CRIME E CASTIGO, o que me faz remeter todos os atos dele ao livro e ao personagem principal do romance de Dostoievski.

A trama principal  gira em torno de três personagems: Cris - professor de tênis, Chloe - a mulher rica dele (Lichia, achei ela sua cara!!), e Nola Rice - a amante fatal de Cris.

O que eu achei mais interessante foi como o Woody Allen conseguiu retratar bem a questão da traição/paixão X casamento/comodismo. O que acontece é que numa hora a amante é a pessoa mais importante da vida do cara, ele nem mesmo consegue fazer amor com sua mulher, de tanto que deseja a Nola, mas.. tudo muda quando ela passa a ser inconveniente ficando grávida.

Eu acho incrível como existem mulheres como a Nola, que acreditam MESMO que os seus amantes estão tão apaixonadinhos que vão deixar a sua vidinha tranquila para começar uma nova vida ao seu lado! Como se fosse possível acreditar em alguém com um mau(valeu Pimentinha pelo toque da correção do Mal/mau) caráter desses. Obviamente o mancebo faria EXATAMENTE igual com a pobre mulher - que já foi sua amante, mesmo sabendo que ele era casado e blá blá blá... - ou até pior! Eu sei que é ignorância generalizar as coisas, principalmente falando de seres "humanos". Mas nunca vi a história acontecer de forma diferente nessas 30 e tantas primaveras de vida. E sabe por que? (agora vai soar como feminismo, mas, tô nem aí) é que o desejo do homem - sexo masculino - consegue ser egoísta a ponto de passar por cima dos sentimentos alheios e da felicidade dos outros. Simples assim!

Na minha opinião, o filme poderia lindamente ter o título de: Match Point: O preço de alguns orgasmos!!
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Nota sobre SCARLETT JOHANSSON: não consigo simpatizar de forma e maneira nenhuma com ela. Me passa um certo tipo de sensualidade forçada - pela sua beleza óbvia. Em todos os filmes que já vi, e espero me surpreender num futuro próximo, ela faz exatamente o mesmo papel de loira-fatal-sonsinha... Arght!!

About the Movie: Amei o filme - apesar de todos os apontamentos aqui, e justamente por eles. Enredo bom, levanta toda uma questão moral/social contada de forma interessante. Recomendo.

Uma curiosidade: eu nunca fui traída que eu saiba, nem nunca fiquei/namorei homem casado que eu saiba. Nem muito menos acho que a pessoa tem que fazer isso ou aquilo. Mas sinto pena, muita pena, de quem acredita em certos papinhos pra fazer levar pra cama. Fato: eles sempre voltam pras suas vidinhas, por mais insatisfeitos que pareçam.

Uma conclusão: pra mim, a vida não é uma questão de sorte, mas uma questão de ESCOLHAS.

Bom início de semana.

p.s. comecei a ler COMER REZAR AMAR.

p.s.2. recomecei a ver filmes mesmo sozinha, como costumava fazer antes de Davi. Sim, sinto a falta de ver com alguém e poder comentar. Me sinto bem ao fazer isso. Exercício de altruísmo ao respeitar vontades, e amor próprio, ao fazer as minhas!