sexta-feira, 16 de julho de 2010

nunca, sempre (Limite Branco III)

"E repetiu em pensamento: nunca nunca nunca mais. Porque quando uma pessoa morria, era para sempre. Mas não conseguia compreender palavras grandes como essas: nunca, sempre. Havia o dia de ontem, o dia de hoje e o dia de amanhã. Havia mesmo os dias de uma semana atrás, de um mês ou, com um grande esforço que quase fazia a cabeça estourar, os dias de um ano atrás. Mas sempre era muito mais que um ano; e nunca, muito menos que um segundo. Sempre e nunca - ele imaginava uma coisa muito grande e branca, que a gente olhava de baixo para cima, sem conseguir ver onde terminava. Luciana ia ficar para sempre na parede branca, para nunca mais voltar."
(Caio F. - Limite Branco)"


2 comentários:

  1. Depois de muito tempo sem comentar aqui, retorno =)

    Aliás, ´preciso dum favor seu.
    Poderia me indicar um bom livro? Ou uns bons livros? Os que tenho em casa já li todos e parece-me que você tem gostado do que está lendo agora =)

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  2. oceano sem fim é um prenuncio??

    lindo terrivelmente brutal mas lindo

    :>

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**O que dizer do que escrevi?**